Arrepios

Arrepios, suspiros, verdades…

Entre uma letra e outra

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Rabisco porque gosto. Escrevo porque me fascina.

Entrar em outra dimensão e resolver quase qualquer questão com palavras. Essa é a mágica que me move. Vivo de mágica, de sonhos, de universos paralelos, de cheiros desconhecidos e cores inexistentes, que incendeiam os dias frios.

Consigo ser muito feliz com um lápis e uma folha em branco. Sou grata à existência por ter me dado esse pedaço de felicidade embutido em meus dedos, que se conectam com os meus pensamentos mais bonitos ou sombrios, e reagem como folhas de outono cobrindo uma rua inteira chamada imaginação. Minha imaginação.

Não sei dizer ao certo quando comecei a gostar de escrever, mas sei que foi muito natural, em um processo em que o único sofrimento estava no fim de um caderno de brochura encapado com papel de carta. A última linha, o último ponto final. A ponta quebrada do lápis, sem apontador ou facas por perto. A dor de se concluir uma estória. A lágrima caída porque aquela personagem tão rebelde passou do ponto e foi ver a escuridão do desaparecer. A culpa pela falta de tempo para me dedicar aos mundos que resolvi criar.

Sofro com a escrita. Na mesma proporção em que amo. Me entrego, me envolvo, me sinto refém de uma criação quando a sinto presente em minhas palavras. Mas, veja só, estou longe de ser uma escritora, tampouco de jogar meus contos feito vento na cara do mundo.

Longe, eu admito: é muito longe. Perto só estou do meu agora, que sofre com a ausência das palavras que estão em fila nos pensamentos, querendo se mostrar. Como são exibidas as minhas palavras! Repreendo-as, peço-as para esperar. Preciso encarar essa rotina para, quem sabe em um belo dia, voltar inteira para elas.

Inteira. Insana. Insaciável.

Eu não sei o que seria de mim sem as palavras. Sem as palavras em um papel. Sem essa mágica.

Amo-as, minhas palavras. É com vocês que consigo representar o turbilhão de emoções e pensamentos que me corroem, atos de coragem ou covardia, estórias, estórias, estórias.

Um dia, talvez, quem sabe, eu chegue lá.

“Mas há palavras em meu coração, letras e sonhos, brinquedos e diversões…”

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